Publicado por: marinafaber | 17/02/2012

PASSEIOS DE UM DIA pela Região de Campinas

ÁGUAS DE SÃO PEDRO

Considerada cidade-saúde, sendo a única Estância brasileira construída de acordo com um projeto anterior e com a finalidade específica de ser um local de cura e lazer, garantias da qualidade de vida de seus habitantes e turistas. Sendo o menor município brasileiro em extensão territorial e fazendo somente limite de território com o município de São Pedro, possui diversos parques e áreas livres.

O município de Águas de São Pedro, localizado na Região Central do Estado, constitui o menor município do Brasil com 3,7 km² de área, projetado para ser uma estância voltada exclusivamente à saúde e ao lazer.

 

AMERICANA

Distante 35 quilômetros de Campinas, Americana é um Município privilegiado, não só pela sua localização, mas muito mais pela qualidade de vida de seus habitantes, consequência das condições de infra-estrutura proporcionadas pelos investidores da Administração Municipal em áreas prioritárias como saúde, educação, habitação e outras.

 

ATIBAIA

O século XVII ficou marcado pela atuação dos bandeirantes, desbravadores que saiam à frente de pequenas comitivas para explorar terras virgens, em busca de índios e minerais preciosos. A maioria das expedições partia de São Paulo e a rota mais procurada era a que levava aos tesouros das “Minas Gerais”. Tratava-se de uma viagem longa e árdua, que requeria muitas paradas para descanso e reabastecimento. A primeira delas, ainda nas proximidades de São Paulo, ficava numa colina banhada por um rio que os índios chamavam de “tubaia” ou “atubaia” (água agradável ao paladar).

Porém, entre os bandeirantes que chegaram à Paragem do “Atubaia”, destacou-se Jerônimo de Camargo, descendente de uma das mais conhecidas famílias da época. Profundo conhecedor de toda a região, acabou por fixar-se no local: fundou uma fazenda de gado e, no alto da colina, construiu uma capelinha sob a invocação de São João Batista. Isso aconteceu em 1665.

Proclamada a República, iniciou-se para Atibaia uma fase de grande desenvolvimento, com uma sucessão vertiginosa de melhorias: a instalação de redes de água, esgoto e luz elétrica, as inaugurações do Grupo Escolar José Alvim e do Hotel Municipal, a criação da primeira indústria têxtil, o alargamento das ruas, o ajardinamento das praças – todos esses fatores alteraram significativamente o perfil da vila pobrezinha de São João do Atibaia e deram origem à Atibaia que conhecemos hoje.

Atibaia fica pertinho de Campinas, pouco mais de 60 quilômetros pela Rodovia D.Pedro I, mas tem a distância exata para a gente sentir que está viajando, mas sabe que se só o final de semana para passear, ou descansar.

A primeira vantagem em escolher Atibaia como roteiro é o clima de montanha e o contato quase inevitável com a natureza. As opções de passeio na cidade são muitas, principalmente se sua intenção é caminhar, meditar ou contemplar belas paisagens. A Pedra Grande, conhecido point de praticantes de esportes radicais, a quase 1.500 metros de altitude, é ponto obrigatório. Dá para chegar de carro até a Pedra Grande, mas tem quem encara o caminho pedalando ou caminhando. Isso, no entanto, só é recomendável para iniciados.

Vale lembrar que todo o trajeto da Dom Pedro até a Pedra Grande é de terra. Em alguns trechos, carros com motores menos potentes e com passageiros podem “sentir” a subida. Mas vale a pena tentar a subida de qualquer maneira, nem que tenha de parar perto do topo e seguir o resto do trajeto a pé. Aliás, esta é uma das opções de muitas pessoas. Sempre é possível parar para pedir informações. Uma vez lá em cima, a visão é deslumbrante. Dizem que em dias mais claros dá para ver seis cidades.

Depois de tanto subir, o turista encontra uma enorme área plana, toda de pedra, onde dá para caminhar, contemplar a natureza e meditar. Muitos aproveitam para fazer piquenique. Não esqueça de levar um agasalho, a não ser que esteja fazendo a visita em dias muito quentes. Lá em cima, a temperatura cai muito.

Dá para entender porque o local é muito procurado por praticantes de asa delta e paraglider: é perfeito para correr e saltar no abismo. Mas aí já e outra viagem.

 

BARRA BONITA

Que tal aproveitar o fim de semana para conhecer um lugar diferente? A apenas 216 quilômetros de Campinas e 280 km da capital, Barra Bonita é um ótimo lugar para relaxar e aproveitar as belezas naturais do Estado de São Paulo.
O Tietê é o grande aliado do município. São 42 km de rio dentro da cidade, onde é possível pescar e praticar diversos esportes náuticos.

Mas o destaque fica mesmo para a navegação. A bordo de confortáveis navios, o turista tem a oportunidade de transpor uma barreira de 26 metros de desnível de água da Eclusa de Barra Bonita, a primeira da América do Sul a ser explorada pelo turismo.

A história de Barra Bonita é antiga. Em 1883, a região já era conhecida dos bandeirantes, que vinham pelo rio Tietê em busca de riquezas e índios. Mas foram os imigrantes italianos e espanhóis, trazidos pelo Coronel José de Salles Leme, o “Nhonhô Salles”, que deram origem ao povoado com o cultivo de café e a criação de gado.

Atualmente, Barra Bonita é conhecida principalmente por sua Usina de Açúcar e Álcool, além de suas indústrias exportadoras (óleos essenciais, pisos cerâmicos e produtos eletrônicos).

O turista, além do Posto de Informação ao Turista (PIT), conta com o Departamento Municipal de Turismo que, por meio de agências especializadas, oferece pacotes que garantem o bom aproveitamento da cidade. O telefone é (14) 3641-0033. Mais informações no site www.estanciabarrabonita.com.br.

 

BRAGANÇA PAULISTA

 

Distante 67 quilômetros de Campinas, Bragança Paulista situa-se na Serra da Mantiqueira e é considerada oficialmente uma estância climática.

Uma capela em homenagem a Nossa Senhora da Conceição, numa colina à margem direita do Ribeirão Canivete, foi fundanda por Inácia da Silva Pimentel e seu marido, Antônio Pires Pimentel. O casal ergueu a capela para cumprir uma promessa feita pela saúde de seu Antonio, que anteriormente se encontrava em risco. Algum tempo depois o local passou a servir de passagem e descanso para tropeiros, dando inicio a um pequeno povoado que, em 15 de dezembro de 1763 foi fundado com o nome de Conceição do Jaguari.

O povoado é reconhecido oficialmente com o nome de distrito de Paz e freguesia de Conceição do Jaguari, em 13 de fevereiro de 1765. Pouco depois, Conceição do Jaguari recebe o seu primeiro vigario, passando então a condição de Paróquia.

Ao ser elevada a condição de vila, em 17 de outubro de 1767, passa a se chamar oficialmente Vila Nova Bragança. Nome esse ligado a tradição Portuguesa, cuja dinastia durante séculos governou Portugal e o Brasil.

A vila é separada de Atibaia e recebe o nome de Bragança, isso ocorreu em 24 de outubro de 1856.

Devido a uma cidade do Pará com o mesmo nome, Bragança passa a chamar Bragança Paulista. Logo depois é elevada a categoria de estância climática, por causa do excelente clima.

 

HOLAMBRA

 

Famosa e reconhecida em todo o território nacional por promover a maior feira de flores e plantas da América Latina, Holambra revela-se uma grata surpresa a quem se dispõe a conhecer seus encantos fora do período em que o município sedia a Expoflora.

Dos restaurantes típicos às cavalgadas por trilhas, das tradicionais confeitarias ao museu fotográfico, tudo em Holambra conta um pouco da história dos imigrantes holandeses que chegaram àquelas paragens em 1948, em busca de um local onde pudessem reconstruir suas vidas, arrasadas na Europa pela Segunda Guerra Mundial.

Depois de percorrer os 40 quilômetros que separam Campinas da estância turística – elevada a essa categoria em 1998 – o visitante pode começar o dia na fazenda Em Busca do Galope, onde, há seis anos, a família Wigman oferece aos turistas cavalgadas por trilhas e passeios de charrete pela propriedade.

Se a cavalgada ou o passeio terminarem próximos ao horário de almoço, é possível fazer a refeição por ali mesmo. No restaurante mantido dentro da fazenda, os pratos são preparados no fogão a lenha e a comida é tipicamente mineira. Há feijão tropeiro, galinhada, escondidinho e muitas outras delícias da culinária do interior das Gerais.
Mas, se o almoço puder ficar para depois, não perca a chance de visitar o Museu Wim Welle para conhecer de perto a saga dos pioneiros holandeses. Além de fotos mostrando as dificuldades iniciais de adaptação dos imigrantes ou as tentativas frustradas de criação de gado naquele período, o museu abriga ainda alguns móveis antigos e objetos de uso pessoal da época da imigração.
Gastronomia é o ponto forte da cidade vizinha

Na hora do almoço, escolher um entre os vários bons restaurantes que compõem o circuito gastronômico de Holambra é um prazeroso desafio. Além dos pratos tipicamente holandeses, a culinária da Indonésia também se faz presente em quase todos os cardápios disponíveis em Holambra.

No restaurante Casa Bela, por exemplo, há opções como loempias, famosos pastéis populares na Indonésia. Já no The Old Dutch, o cardápio é pequeno, mas variado, indo do tradicionalíssimo Einsbein até o Hollandse Biefstuk.

Outra dica é o Warong. É o único estabelecimento da cidade especializado em pratos indonesianos, mas já adaptados ao paladar brasileiro.

Depois do almoço, para não fugir ao clima europeu, a pedida é visitar as duas doçarias típicas da cidade: a Confeitaria Martin Holandesa, inaugurada há 47 anos, e a Zoet en Zout, que oferece tortas e bolachas típicas da Holanda.

Para quem tem crianças, a dica para o final da tarde é uma visita ao Parque Lindenhof, onde é possível alimentar animais de fazenda, entrar no borboletário montado no local, conhecer uma estufa onde são cultivadas várias espécies de flores e, finalmente, fazer um agradável passeio pelos jardins tropicais montados no parque com mini-papagaios coloridos.

 

ITAPIRA

 

A 70 quilômetros de Campinas, Itapira está localizada ao lado do Circuito das Águas paulista e do pólo industrial emergente do Sul de Minas Gerais.

Embora desde o século 18 já existissem moradores no bairro dos Macucos (futura Itapira), somente a partir do primeiro quarto de 1800 é que teve inicio a colonização efetiva da cidade. Joao Gonçalves de Moraes, doou parte de suas terras para que fosse formado um povoado. No dia 24 de outubro de 1820, João Moraes e Manoel Pereira, acompanhados de outras pessoas, iniciaram a derrubada da mata no lugar escolhido para ser construída uma igreja. Onde deveria ser colocada a imagem de Nossa Senhora da Penha. Pelo significado do acontecimento, aquela data passou a ser tida como a data de fundação da cidade. No dia 19 de março de 1821, o padre Antonio de Araújo Ferraz, veio a cavalo para rezar a primeira missa em terras de Itapira. Em 08 de fevereiro de 1847, era elevada a categoria de vila, com o nome de Villa de Nossa Senhora da Penha. Em 1858, tornou-se município. E a 20 de setembro do mesmo ano, foi instalada a câmara municipal. Em 20 de abril de 1871, o nome foi mudado para Penha do Rio do Peixe. No dia 08 de fevereiro de 1890, por votação foi escolhido o nome de Itapira.

 

ITÚ

 

Distante 47 quilômetros de Campinas, Itu é considerada o “Berço de República” no Brasil. Além disso, a cidade ganhou fama e notoriedade no Brasil, como a cidade onde tudo tem tamanho exagerado. Sempre foi considerada também uma das mais ricas e populosas da capitania de São Paulo.

 

JAGUARIÚNA

 

Hoje em dia Jaguariúna se destaca no cenário nacional e internacional. Seu parque industrial congrega unidades que atuam em vários setores da economia: bebidas, informática, comunicações, medicamentos, cerâmica, metalurgia, autopeças, avicultura, etc.

Outra atividade que teve um grande impulso nos últimos anos foi a de serviços, lazer e turismo. A estrutura hoteleira cresceu em número e qualidade. Restaurantes, supermercados, condomínios de luxo, chácaras de lazer e grandes eventos passaram a oferecer à população e aos visitantes um grande número de opções categorizadas.

Para completar este quadro que concilia o desenvolvimento com o lazer e o turismo soma-se a qualidade de vida que o município oferece: crescimento planejado, saneamento básico, hospital e atendimento público de saúde dos melhores do Estado, ensino público e particular, inclusive a Faculdade de Jaguariúna e o Cepep ­ Centro Público de Educação Profissional; acesso fácil e amplas avenidas tornam Jaguariúna uma cidade diferenciada a somente 130 Km. de São Paulo.

Mesmo com o desenvolvimento, a cidade ainda preserva um significativo patrimônio histórico-ferroviário, fazendas centenárias, haras e antigos casarões. O passeio no Trem Turístico “Maria Fumaça” nos leva ao tempo os Barões e dos grandes cafezais. A antiga Estação da Mogiana, hoje o Centro Cultural, é um dos principais pontos de encontro da cidade, com barzinhos e música ao vivo. A Matriz Centenária de Santa Maria, totalmente preservada, nos faz lembrar a fé e a determinação dos imigrantes pioneiros. Como se não bastasse, vinculando o passado ao presente e ao futuro, está instalada em Jaguariúna a Embrapa Meio ­ Ambiente, pioneira nas pesquisas da economia agrícola sustentável.

 

LIMEIRA

Se na sua família e círculo de amizades existem muitas mulheres, faça a festa, com economia, em Limeira, que está a apenas 67 quilômetros de Campinas e tem o título de Capital Brasileira das Jóias Folheadas.

De acordo com o diretor do Departamento de Turismo de Limeira, Alessandro Nicolau, nos setores de jóias e semijóias existem mais de 20 mil itens diferentes sendo produzidos, desde trabalhos com pedras brasileiras semipreciosas a sementes, acrílico, ouro e prata, além do aço inox cirúrgico.

São cerca de 600 empresas, entre fábricas, lojas e produção informal espalhadas pela cidade e, no portal de entrada do município, que tem recepção e informação para visitantes, são distribuídos gratuitamente mapas com a localização de todo o comércio. Logicamente são obtidos lá também dados sobre as outras atrações turísticas que Limeira oferece.

No entanto, se você não quer ir de um lugar para outro atrás de folheados, a dica é percorrer a Avenida Costa e Silva, localizada numa das entradas da cidade (Km 143 da Rodovia Anhangüera), que concentra a maior parte das fábricas e galerias de lojas. Se fossem colocadas uma ao lado da outra, as lojas e fábricas somariam 50 quilômetros de extensão.

E como o forte da cidade é a venda no atacado, o que mais se encontra são peças brutas, isto é, sem banho e sem acabamento. Mas isso está mudando. O diretor da Associação Limeirense de Jóias, Rodolfo Mereb Junior, que também é presidente da Associação dos Lojistas do Limebra Center e diretor das lojas Mereb Bijuterias, disse que o principal objetivo do setor agora, já que o pólo industrial está consolidado, é organizar o pólo comercial, explorando o potencial do consumidor varejista. “A exploração do turismo de negócios ainda caminha a passos curtos, porém, várias ações estão sendo tomadas junto à Prefeitura e entidades responsáveis para que se possa expandir e divulgar o pólo comercial”, salienta.

Um exemplo é a abertura, há pouco mais de dois anos, da galeria Folheouro, que reúne na Avenida Costa e Silva oito lojas de fábrica, além de um café, voltadas ao consumidor final e que oferecem grande variedade de produtos. Mereb Junior lamenta que as lojas não abram aos domingos e feriados para atender a este público por proibição da Prefeitura e de sindicatos.

Segundo Mereb Junior, Limeira produz cerca de 50 toneladas/mês entre produtos brutos e acabados, o que representa cerca de 60% do mercado nacional. A produção se destina a 50% ao mercado interno e 50% ao externo. A procura surge de todas as partes do País. Os visitantes chegam também de outros países da América Latina e até da África, Leste Europeu e países árabes. As duas feiras anuais, a Aljóias, internacional que ocorre sempre em agosto ou setembro, e a Abril Fashion, criada este ano numa parceria com o Fashion Week que ocorre em São Paulo no mês de abril, contribuem para a divulgação dos produtos e para atrair visitantes.

Para sustentar o pólo, 450 empresas legais geram aproximadamente nove mil empregos diretos e algo em torno de 50 mil indiretos, o que representa metade da população economicamente ativa.

PEDREIRA

 

Pedreira, do ladinho de Campinas, é famosa pelo comércio de porcelanas. São dezenas de lojas, galerias e indústrias espalhadas principalmente pela avenida Wanderley José Vicentini, pela Praça João Pedro e pela Rua Armando Fão, que são as que concentram o maior foco do comércio.

A indústria de porcelana começou na cidade em 1914, com os irmãos Rizzi. Hoje, o comércio é mais diversificado e, além de louças e porcelanas, o visitante encontra uma infinidade de artigos domésticos e de adorno, inúmeras peças artísticas e de decoração, dos mais variados materiais, a exemplo de faiança, madeira, cerâmica, gesso, resina, alumínio e vidro decorados, ferro, aramado, plástico, entre outros tipos.

Mas Pedreira é mais que louça e porcelana. Entre as outras atrações que a cidade oferece estão o museu, o Morro do Cristo, o Zôo-Bosque, o Observatório Astronômico, roteiros religiosos e propriedades abertas ao Turismo Rural, ideais para quem gosta de natureza e aventura. Ladeada por montanhas e cortada pelo Rio Jaguari, Pedreira, a 584 metros de altitude, está localizada numa região de grande beleza natural, onde há infra-estrutura para praticar trilhas, canoagem e acqua-ride nas corredeiras.

No topo de um dos seus morros, na parte central da cidade, Pedreira tem a imagem do Cristo Redentor. O acesso ao pico é todo calçado com paralelepípedos e, ao longo do seu curso, foram instaladas as 14 Estações da Via Sacra, em painéis de azulejo decorados por artistas pedreirenses. Na Semana Santa são organizadas peregrinações, em diferentes horários, em que são escaladas comunidades e o acompanhamento do povo católico de Pedreira.

As indústrias, na sua grande maioria, têm nome de santos e santas católicas. No dia da Padroeira Sant’Ana, 26 de julho (feriado municipal), cada indústria ornamenta o andor do seu padroeiro e uma grandiosa procissão segue pelas ruas centrais da cidade. Vale ressaltar que, durante esse mês, várias atividades religiosas são desenvolvidas, inclusive nos recintos fabris, com orações do terço, visitas da imagem de Sant’Ana, entre outras atividades.

PIRACICABA

Muitos motivos levam a Piracicaba. A 72 quilômetros de Campinas, a cidade, que tem a redondeza do Rio Piracicaba como sua maior atração, oferece diversas atividades agradáveis para passar o dia.

A Rua do Porto, que concentra restaurante simples onde o prato principal é peixe na brasa, o prédio do antigo engenho, o Museu da Água, a feira de artesanato e, até outubro, o Salão Internacional de Humor, garantem um ótimo passeio de domingo.

A primeira etapa das obras de revitalização da Rua do Porto, entregues em dezembro de 2004, livrou a beira do rio da condição de barranco, através do restauro florestal e paisagismo. O Projeto Beira-Rio foi aplicado, no primeiro momento, no trecho de 800 metros entre as pontes do Mirante e do Morato. Com isso, os restaurantes, que funcionam quase todos em casas simples que antes eram de pescadores, ganharam decks seguros e permitem que os visitantes almocem ao lado da brisa fresca do rio, ouvindo o som tranqüilizador de suas águas, à sombra de centenárias seringueiras.

Os restaurantes servem quase sempre os mesmos pratos, com ótimos preços e fartas porções. Deve ser por isso que ficam lotados. Os destaques são os peixes na brasa, que podem ser pintado, piapara, salmão, filhote, entre outras espécies. O cuscuz de sardinha, atum ou de camarão também é imperdível. Um dos restaurantes é o Tambor Peixiscaria, que além dos saborosos peixes escolhidos na grelha e vendidos por quilo, serve porções de lambari, merlusa, pintado, manjuba e, para acompanhar, cervejas de diversas marcas.

Depois de comer pra valer, a dica é conhecer a feira de artesanato, ali na mesma rua. Tem pinturas em cerâmica, tecido, porcelana, aerografia, entalhe em madeira, trabalhos em couro, tapeçaria, tecelagem, tapetes em arraiolo, crochê, bordados, velas decorativas, modelagens, flores, frutas em parafinas, cestaria, cosméticos artesanais, bonecas de pano, trabalhos em latão, bijuterias, salgados, pães, doces em compota, entre outros produtos.

Além da feira, no Casarão do Turismo, pode-se conhecer os trabalhos da Temática do Lugar e as opções da Casa do Artesão.

O antigo engenho de cana-de-açúcar é um espaço interessante para ser visitado, tanto que recebe 500 mil pessoas por ano. Construções com pé direito altíssimo à beira do rio levam a uma viagem no tempo. A usina, de 1881, funcionou até 1975. Vários projetos de revitalização, com apoio da iniciativa privada e universidades, aguardam regularização sobre a posse da área para revitalizar o complexo. E ainda tem o Museu da Água, prédio de 1887, que possui aquedutos centenários, arcos, pisos e paredes de pedras.

RIO CLARO

2º Open Brasil de Balonismo realizado na cidade de Rio Claro, SP, em 2008

O povoamento de Rio Claro iniciou-se por volta de 1720, como pouso de tropeiros que se dirigiam às minas de ouro de Goiás e Mato Grosso. Entre 1821 e 1824, várias fazendas de cana-de-açúcar e café surgiram na região.

O ano oficial de fundação é 1827 e o padroeiro, São João Batista. A inauguração da ferrovia, em 1876, deu um grande impulso ao desenvolvimento de Rio Claro. Foi a primeira cidade do Estado de São Paulo e a segunda do país a receber energia elétrica, em 1885.

Também se destacou como pioneira na abolição da escravatura e berço da República. A grande maioria das vias públicas é identificada por número.

Rio Claro tem tradição no uso da bicicleta, estimulado pela topografia plana. Sua população conta com 100% de água tratada e 99% de coleta de esgoto. Rio Claro é reconhecida pela proteção ao meio ambiente, com tratamento de esgoto e coleta seletiva de lixo.

A 61 quilômetros de Campinas, Rio Claro conta com uma ampla gama de atrativos para os visitantes.

 

SALESÓPOLIS

Salesópolis é uma palavra composta  que quer dizer: Cidade de Sales. Trata-se de uma homenagem ao Presidente da República, Dr. Manoel Ferraz de Campos Sales, em sua visita ao pequeno município.

Salesópolis é considerada a cidade mais festeira da região e, tradicionalmente, realiza as Festas de São Sebastião (Janeiro), Carnaval de Rua, Festa de São José-Padroeiro do Município (Março), Festa do Divino Espirito Santo (Maio/Junho), Festa do Peão Boiadeiro (Setembro/Outubro), e, em toda primeira Quinta-Feira do Mês, é realizada a mais tradicional feira da cidade. Este dia também é dedicado ao Santíssimo Sacramento, sendo que a Igreja realiza uma missa e após uma procissão pelas ruas da cidade. Salesópolis possui ainda, Grupos de Moçambique e São Gonçalo e um Artesanato bastante diversificado.

Além disso, a cidade conta com inúmeros pontos turísticos, sendo alguns deles: Nascente do Lendário e Histórico RIO TIETÊ; Bacia de Acumulação das águas da Barragem de Ponte Nova; Senzala (casarão de taipa do século XVIII), Cachoeiras do Ponto, da Porteira Preta, do Tobogã (área do Pinheirinho) e da Usina da Eletropaulo, Igreja Matriz de São José, Mirante da Torre, Portal Artístico da Cidade, além de quatro Alambiques.

 

SANTA BÁRBARA d’OESTE

 

Em viagens ao Exterior, é comum turistas visitarem cemitérios. No de Ricoleta, em Buenos Aires, onde está enterrada Evita Perón, a visita é quase que obrigatória. Na França, os túmulos de Allan Kardec e Jim Morrison são os mais disputados no Cemitério Pere-Lachaise.

Se você nunca fez um passeio turístico num lugar desses, a sugestão é começar pelo Cemitério dos Americanos, pertinho de Campinas, em Santa Bárbara D´Oeste, na divisa com Monte Mor.

Localizado no Bairro do Campo, o lugar também é conhecido como “Cemitério do Campo”. O Cemitério já foi tema de vários livros e também de reportagens em jornais e revistas nacionais e internacionais, além de redes de televisão americanas. Freqüentemente recebe visitantes dos Estados Unidos, inclusive ilustres, como o ex-governador da Geórgia, Jimmy Carter, na década de 70, além de representantes do consulado e de órgãos de imprensa dos Estados Unidos. Achou esquisito? Para a cidade isso é motivo de orgulho.

O cemitério surgiu na época da Guerra da Secessão, quando norte-americanos fugiram para a região e se instalaram ao encontrar boa terra para plantação de algodão, cultivo do qual estavam acostumados nos Estados Unidos.

A primeira pessoa enterrada lá foi a imigrante Beatrice Oliver em 1868. Mulher do coronel Oliver – um dos muitos imigrantes que se estabeleceram neste município a partir de 1866 -– Beatrice inaugurou o espaço que seria destinado depois ao Cemitério dos Americanos.

Como os imigrantes americanos eram protestantes e o cemitério da cidade pertencia à Igreja Católica, o coronel Oliver, seguindo um velho costume do Sul dos Estados Unidos, enterrou sua mulher em suas terras. Com a morte de suas filhas, no ano seguinte, o coronel Oliver destinou um hectare da sua propriedade para que as famílias americanas sepultassem seus mortos. Seu corpo não está lá, pois quando sua família inteira morreu ele voltou para os Estados Unidos.

Atualmente o Cemitério do Campo pertence à Fraternidade Descendência Americana – FDA, associação formada por descendentes de americanos que vieram para a região de Santa Bárbara a partir de 1866. Estão sepultados lá cerca de 500 imigrantes e descendentes e até hoje o cemitério recebe corpos de norte-americanos de várias partes do Brasil.

Também nessas terras foi construída a primeira Capela Batista do Brasil – toda em madeira – em 1878, para que os americanos realizassem os cultos aos domingos de manhã. No começo do século, a capela havia apodrecido e construíram uma de alvenaria com tijolos cor-de-rosa da olaria de italianos vizinhos. Anos depois, mais duas capelas foram construídas, uma em 1932 e outra em 1962. Devido ao solo ser arenoso, as construções não ficavam em pé por muito tempo e, na última obra, em 1962, a igreja foi construída sob uma base de cimento.

SANTANA DE PARNAÍBA

 

Situada a 75 quilômetros de Campinas, Santana de Parnaíba, fundada às margens do Tietê em 1580, de onde saía o movimento das bandeiras rumo ao sertão,
preserva seu estimado e renomado patrimônio histórico. Com suas construções coloniais, a cidade concentra o maior conjunto arquitetônicos do Estado, com 209 edificações, tombadas, em 1982, pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT). Mas antes, em 1958, a residência bandeirista urbana, construída na segunda metade do século XVII, onde atualmente funciona o Museu Histórico e Pedagógico Casa do Anhangüera e o sobrado construído no século XVIII, onde está instalada a Casa da Cultura, foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN).

A Igreja Matriz Nossa Senhora de Santana conserva uma imagem de São Benedito, exemplar do dito “santo de pau oco” utilizado para despistar a fiscalização da Coroa Portuguesa no contrabando de ouro na época da mineração.

 

SÃO PAULO

Um dos mais notáveis acervos culturais brasileiros fica a pouco mais de 100 quilômetros de Campinas, e pode ser apreciado em um passeio de um dia. Com um tanque de gasolina e dinheiro para o inevitável pedágio, o campineiro conhece o Parque da Luz, localizado a menos de dez minutos da movimentada Marginal Tietê, em São Paulo.

Reunidos em quadras vizinhas, podem ser conferidos obras de arte expostas na Pinacoteca do Estado, o patrimônio arquitetônico da Estação da Luz e o charmoso Jardim da Luz, reduto de natureza farta, ar puro, limpeza e segurança, encravado no poluído e decadente Centro Velho da Capital.

SÃO PEDRO

Distante 100 quilômetros de Campinas, São Pedro repousa nas encostas da Serra do Itaqueri. Ao avistá-la de longe, lembra um presépio napolitano, com seu casario entre árvores, plantações, pastagens e duas torres antigas, encimadas por uma cruz, que assinalam a fé avoenga trazida pelos povoadores em meados do século XIX. Na metade daquele século, muitos ituanos saíram da cidade natal em busca de terras de boa qualidade, com fartura de água. Pretendiam formar fazendas e cultivar a cana-de-açúcar e o café em grande escala.

A perfuração à procura de petróleo nos anos 20, em nosso município, ocasionou a descoberta de várias fontes de águas medicinais: sulfurosas, bicarbonatadas e sulfatadas. Foi o início das Termas de São Pedro. Houve até a construção de um luxuoso Hotel Cassino.

Na década de 40, o Balneário foi emancipado. Ganhou nome: Águas de São Pedro. Transformou-se em um novo município, o menor do Brasil. Situa-se em uma área subtraída à de São Pedro. Hoje a cidade de São Pedro é uma Estância Climática com uma rede considerável de hotéis e pousadas. Seu clima aprazível atrai os turistas.

 

SÃO ROQUE

A Estância Turística de São Roque fica a aproximadamente 130 quilômetros de Campinas. Para quem ainda não conhece, São Roque é reduto das adegas, da produção de vinho. Na festa haverá os bons vinhos locais a serem degustados com aperitivos, quitutes e comidinhas feitas à base da alcachofra roxa. Ela possui uma qualidade especial, pois o clima da região propicia o cultivo da planta e evita o uso de hormônios para forçar a sua produção. Resultado: botões maiores e mais saudáveis que garantem pratos mais saborosos. É o que asseguram os especialistas em gastronomia.

Bom motivo para pegar o carro, viajar hora e meia mais ou menos e saborear os tradicionais pratos feitos com alcachofra. De quebra, aproveitar para passear pela cidade, que ganhou status de estância turística 1990, devido ao seu potencial no cenário histórico, artístico, ecológico e cultural. Clima serrano, belas paisagens, povo hospitaleiro, hotéis de categoria são alguns dos pontos que atraem turistas para a cidade.
Quando for a São Roque, não deixe de visitar a igreja Matriz, bem no centro da cidade, típica do Interior, numa praça onde se pode sentar um pouco e curtir a tranqüilidade. Pouco mais à frente, tem a pracinha da República, local onde funciona aos sábados e domingos, das 9h às 16h, a Feira de Artesanato, com bijuterias, pequenos utensílios domésticos e pessoais feitos pelos artesãos e comercializados por ali. O coreto dá o charme especial à feirinha. Aos domingos, lá pelas 10h, acontecem shows musicais e de dança.

E depois de passear pela cidade, não deixe de experimentar a comida do Deodoro, Arte & Gastronomia. Com cozinha variada, o restaurante dá destaque para as massas. A comida é excelente, mas o melhor mesmo é o local acolhedor, decorado com objetos e móveis antigos e iluminado por velas. Fica à Rua Marechal Deodoro da Fonseca, n 48, Centro. Fone (11) 4784-1348.

 

SOROCABA

A 87 quilômetros de Campinas, Sorocaba é o terceiro município mais populoso do interior paulista.

 

SUMARÉ

 

Sumaré cresceu muito nos últimos anos, mas preserva características aconchegantes, como praças públicas arborizadas, locais para caminhadas e espaços de convivência.

As indústrias instaladas deram a Sumaré o segundo contingente populacional da Região Metropolitana de Campinas. A atração por empregos e moradia trouxe índices expressivos de crescimento populacional. Com isso, Sumaré ganhou estabelecimentos de grande porte, dando-lhe conotação de  centro comercial.
O progresso não alterou a antiga característica de Sumaré. Sua população ainda conserva a qualidade de cidade interiorana, através da cordialidade e hospitalidade de seu povo, mesclada  agora de imigrantes europeus e norte-americanos e migrantes de todo o país.

Ao lado do turismo histórico,  ligada à ferrovia e imigração, o turismo rural ganha força a cada ano. O roteiro  exibe áreas de rara beleza, mobilizando empresas, alunos e visitantes, em conhecer as diversas culturas agrícolas desenvolvidas no Município.
Caminhadas ecológicas, pescarias e grandes retiros religiosos são atrativos oferecidos aos visitantes, contrastando com a agitação da atividade industrial predominante no Município.
Sumaré participa do Circuito Turístico de Ciência e Tecnologia, onde fazem parte 12 cidades da região. Seu  objetivo é regionalizar as ações para incentivar o turismo científico e de negócios.

 


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